Localizados à margem oeste da Avenida Paulista, os Jardins nasceram no começo do século XX, a partir de um então moderno projeto urbanístico e arquitetônico de bairros residenciais da Cia. City, a mais antiga empresa do setor em funcionamento em São Paulo.
O primeiro deste conjunto de bairros recebeu o nome de Jardim América – e foi um sucesso de vendas. A fama de bairro nobre, com atmosfera familiar e pouco habitado deu origem a uma série de outros empreendimentos parecidos – os jardins Europa, Paulistano e Paulista. Todos seguem o mesmo estilo: casarões em grandes terrenos e ruas curvilíneas com intensa arborização e integradas a praças e a jardins internos.
A chácara que deu origem ao Jardim Europa pertencia à família Ferreira da Rosa. Em 1900, essas terras foram vendidas. O último proprietário antes da abertura do loteamento foi o português Manoel Garcia da Silva, que era dono de uma loja famosa, que vendia produtos importados: seu nome era Loja do Japão e ela ficava na Rua São Bento.
A partir da iniciativa de Manoel da Silva, com a ajuda de credores, os irmãos Klabins, se iniciou o processo de abrir ruas na propriedade e a loteá-la em terrenos menores para vendê-los. E o português continuou morando no mesmo lugar.
Inicialmente a planta do bairro cobria uma área de 900 mil metros quadrados, divididos em 49 quadras. Algumas dessas quadras foram planejadas como praças – a maior parte delas dotadas de grande diversidade arbórea como ipês, sibipirunas, jacarandás e palmeiras.
Fonte: Estadão

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